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Veio um monstro e levou-o para o céu dos papás

08.01.13
"Police Squad!" Provavelmente, esta expressão exclamada pouco desperta em muitos dos que a leem, senão uma mera tentativa de tradução. E isso facilmente se perceberá porquê.
Para começar, estou a escrever-vos de uma série já bem antiga, transmitida no início dos anos 80, altura em que as faustosas voz-off anunciavam com o auxílio de letras bem gordas no ecrã que se estava a difundir a cores (tal como a TVI o fez há uns anos atrás com as suas renovadíssimas novelas “filmadas em HD” que nem nos dias de hoje são disponibilizadas em formato 1080i). Mas também, à que auxiliar a argumentação com a irrefutável verdade de que esta se trata de uma série que pouco viveu. Contam-se apenas seis os episódios deste porco, transformado mais tarde em pérola aos olhos de quem acabaria por ver “Onde Pára a Polícia?". Pois, acredito que este nome seja bem mais fácil de relembrar. Nem sei se esta série foi exibida pela solitária RTP na altura, mas os filmes, estou certo!, foram mais que repetidos neste e noutros vindouros canais portugueses.
Cancelada tão prematuramente, defendem muitos, esta série não só é uma paródia dos filmes policiais, como é a progenitora de todas as que lhe quiseram perseguir a intenção. O ritmo desta comédia é absolutamente alucinogénico. Abrahams e seus amigos irmãos Zucker, os criadores deste conceito que vos trago, talvez embalados pelo fenómeno de seis pitões da altura, são incapazes de ceder ao nosso incessante pedido de que acalmem um pouco os diálogos para que os nossos abdominais descansem dos assaltos de riso a que foram assolados e se aprontem para as irrisórias cenas que se seguem. Esta é certamente uma das principais razões para que o episódio de estreia, "A Substantial Gift" (ou será "The Broken Promise"?) tenha merecido a estes senhores o digníssimo aplauso de críticos e outro não menos importante número. Dois. Esta a quantidade de Emmys ameaçados pelas hostes, mas nunca arremessados às palmas de quem tenha tido esta série em mãos.
Nesta pequena apresentação do produto, qual reunião de tupperware, deixei para o final aquele que se construiu sempre grisalho nos imaginários televisivo e cinematográfico de todos nós. O detetive Frank Drebin de Leslie Nielsen assume-se seguramente como dos personagens sisudos mais cómicos da televisão (atualmente ameaçado por um barbudo habitante de Pawnee). Extremamente profissional na sua profissão e galanteador no seu galanteio, apenas sorri quando estritamente necessário, leia-se, infiltrações por canos criminosos. Acompanhado por um falecido presidente norte-americano aficionado por teatro, só o redondinho Mendes, proveniente de preços bem lusitanos, faria frente aos trocados trocadilhos escritos por esses ináuditos relatórios criminais desta esquadra.
Police Squad! (1982)

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